sábado, 24 de julho de 2010




Durante as horas mortas que a noite trás com ela,
minha vida passa diante dos meus olhos como um raio de luz.
Uma mistura de medo, incerteza e agonia toma conta de mim,
de modo que eu não consigo segurar minhas lágrimas.

Do que eu tenho medo?
Não temo a morte. A morte é a única coisa certa em nossas vidas.
Não temo um amor incompreendido, pois não acredito que exista
alguém capaz de amar profundamente.
Não temo errar, pois estou aqui para aprender.

Do que eu tenho tanta incerteza?
Incerteza da vida?
Incerteza de saber lidar com coisas sombrias?
Incerteza de que haja um Deus olhando por mim?
Incerteza dos sentimentos?

E qual a razão da minha insaciável agonia?
Não é a morte, nem o medo, nem as incertezas que agonizam minha alma.
É o vazio, o esquecimento.

Deixar de existir não é tão doloroso quando existir mas não ser notada.
Não é tão doloroso quanto perder alguém,
e nunca mais ter a chance de recuperá-lo.


Xoxo,
Maby Nyberg

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Somos mais do que mil, somos um.

O Movimento dos Focolares nunca se mostrou tão importante pra mim como naquele dia. Acho que eu sempre estive acostumada a freqüentar os congressos e não me apercebi da maravilha que é o Focolare. Durante minha infância meus pais me levavam as reuniões e eu não entendia bem o que era, e após mais de 10 anos integrando esse movimento,foi no dia 10 de julho de 2010 que eu me dei conta do tesouro que colocaram no meu caminho. Nós, as meninas do Rio de Janeiro, sempre fomos as mais animadas, as mais zoneiras, as mais loucas. No congresso desse ano, qualquer coisa que fazíamos chamava atenção das demais: nossas brincadeiras, nossas piadas internas, e principalmente nossas rodas cantando o "Rap das Armas" misturado com uma música gospel, e pra finalizar, uma música da Lady Gaga.




Um sábado aparentemente comum para muitas pessoas, para as GEN 3 do Rio foi um experiência única. O dia passou com muita energia, e após o término de todos os programas, nós do Rio nos juntamos e fizemos nossas pequena grande zona, como de costume. Mas de repente, uma atmosfera de paz se instalou entre nós. Um silêncio bonito e confortante tomou conta do ambiente, um momento raro entre garotas barulhentas. Quem lê ou ouve essa experiência não acha nada grandioso, porém quem estava lá sabe o quanto foi importante. Nenhuma de nós conseguiu segurar as lágrimas que insistiam em cair. Lágrimas de tristeza? Longe disso. Lágrimas de felicidade, emoção, saudade. Palavras não conseguiriam descrever o que eu senti aquela noite. De repente, os anos que eu participei do Movimento dos Focolares fizeram sentido. E eu finalmente entendi que eu preciso dessa unidade, que é algo que mantém meus pés no chão, me me mantém calma e segura. E eu não posso deixar de agradecer a ela. A mulher que fez tudo isso possível: Chiara Lubich.