O Movimento dos Focolares nunca se mostrou tão importante pra mim como naquele dia. Acho que eu sempre estive acostumada a freqüentar os congressos e não me apercebi da maravilha que é o Focolare. Durante minha infância meus pais me levavam as reuniões e eu não entendia bem o que era, e após mais de 10 anos integrando esse movimento,foi no dia 10 de julho de 2010 que eu me dei conta do tesouro que colocaram no meu caminho. Nós, as meninas do Rio de Janeiro, sempre fomos as mais animadas, as mais zoneiras, as mais loucas. No congresso desse ano, qualquer coisa que fazíamos chamava atenção das demais: nossas brincadeiras, nossas piadas internas, e principalmente nossas rodas cantando o "Rap das Armas" misturado com uma música gospel, e pra finalizar, uma música da Lady Gaga.
Um sábado aparentemente comum para muitas pessoas, para as GEN 3 do Rio foi um experiência única. O dia passou com muita energia, e após o término de todos os programas, nós do Rio nos juntamos e fizemos nossas pequena grande zona, como de costume. Mas de repente, uma atmosfera de paz se instalou entre nós. Um silêncio bonito e confortante tomou conta do ambiente, um momento raro entre garotas barulhentas. Quem lê ou ouve essa experiência não acha nada grandioso, porém quem estava lá sabe o quanto foi importante. Nenhuma de nós conseguiu segurar as lágrimas que insistiam em cair. Lágrimas de tristeza? Longe disso. Lágrimas de felicidade, emoção, saudade. Palavras não conseguiriam descrever o que eu senti aquela noite. De repente, os anos que eu participei do Movimento dos Focolares fizeram sentido. E eu finalmente entendi que eu preciso dessa unidade, que é algo que mantém meus pés no chão, me me mantém calma e segura. E eu não posso deixar de agradecer a ela. A mulher que fez tudo isso possível: Chiara Lubich.
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